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segunda-feira, 25 de julho de 2011

JOHANNES KEPLER: A ORAÇÃO DO CIENTISTA

Johannes Kepler (1571-1630), Orações para Deus Criador em Harmonices Mundi (Harmonia do Mundo, 1619)

Eis um belo testemunho escrito pelo alemão Johannes Kepler (1571-1630), um dos criadores da moderna Astronomia. Ele escreveu estas palavras na obra "Os quatro Livros da Harmonia Celeste", escrito no final de sua vida. Elas são um verdadeiro hino de louvor e de reconhecimento à existência e da majestade de Deus.

"Antes de deixar esta mesa, sobre a qual fiz todo o meu trabalho, só me resta levantar os olhos e as mãos aos céus numa humilde prece ao autor de toda a luz. A Ti, que pela luz sublime que espalhaste por toda a Natureza, elevas a nossa alma até a luz divina da tua graça, para que sejamos um dia transportados à luz eterna da tua glória, dou graças pelo que experimentei no êxtase em que me precipitou a contemplação da obra das tuas mãos. Findo se acha o livro que contém o fruto do meu trabalho. Nele entreguei toda a soma de inteligência que me deste. Proclamei, perante a humanidade, toda a grandeza da Tua obra, dei-lhes os testemunhos, tanto quanto meu espírito finito me permitiu aprender da tua grandeza infinita."

"Grande é Deus, grande é a sua força, infinita a Sua Sabedoria. Louvai-O, céus, louvai-O sol, lua e planetas, louvai-O harmonias celestes, e tu também, ó minh'alma, louva o Senhor, teu Criador, pois tudo vem Dele, tudo existe pôr Ele, tudo está nEle, tanto as coisas sensíveis e as ininteligíveis, daquilo que ignoramos profundamente, como também a parte insignificante das coisas que sabemos."

As provas da existência de Deus são por demais visíveis, nenhum homem pode alegar que não crê por não haver nenhuma razão para que ele creia. As razões são inúmeras.

Fonte: J. Kepler, Epitome of Copernican Astronomy and Harmonies of the World, translated by C. Glenn Wallis, Prometeus Books, New York, 1995, Book V, cap. 9, p. 240 e cap. 10, p. 245.
Texto Latino Original: J. Kepler, Harmonices Mundi Libri V, lib. V, capp. IX e X, em Gesammelte Werke, vol. VI, Munchen 1940, pp 362-363 e 368.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A ORAÇÃO

A oração tem ação poderosa
Que dá vida do crente leal
Dá poder pra vencer o inimigo
Dá poder pra milagre operar
Tem ação da mais forte alavanca
Também pode os montes transportar
Dá poder para falar ao mundo
Do amor de Jesus pra salvar

A oração
Foi a chave com que Daniel
Cada dia botava em ação
E assim foi achado fiel

A oração
Ao descer para a cova levou
E da boca os famintos leões
Com o poder dessa chave fechou.

terça-feira, 3 de março de 2009

O SEGREDO DA VITÓRIA: A FÉ

A fé é a característica daquele que acredita, ela é a insígnia da fidelidade e da confiança, é aquilo que você crer, ou aquilo em que se coloca a confiança. Ela é a capacidade de crer e esperar algo invisível como prova de que já estivéssemos vendo (Hb 11.1).

Há circunstâncias extremas na vida em que não acreditamos ser possível vencer, e nos convencemos de que há situações que fogem ao nosso controle, é a lógica, simplesmente estaremos expressando algo que de fato é verdadeiro,
pois ao aplicar a confiança em nós mesmos nos deparamos com as nossas próprias limitações. Por exemplo: podemos andar sobre as águas? Quando checamos a nossa capacidade para isso constatamos ser impossível por uma questão da física, diante das águas temeremos o fato de sermos submergidos.

Ao aplicar a confiança no Senhor à situação é diferente. Naquela noite memorável (Mt 14.29-30) Pedro começou a andar sobre as águas, ele teve a oportunidade de “DESAFIAR A LEI DA GRAVIDADE” e de dar um passeio com Jesus sobre as águas, mas, de repente começou a afundar, tudo porque sentiu o vento forte e o seu coração foi apoderado de dúvida e medo.

Aquele Jesus que lhe disse “vem” tem o poder para fazê-lo andar independente de o homem crer ou não. Por que Ele não fez assim? Por que permitiu que Pedro passasse pelo vale da morte? Porque o que estava em jogo não era apenas a realização do milagre, mas sim a alma do homem, a alma humana em situações de perigo se torna frágil e quebrantada, e se apressa a buscar por socorro, criando uma condição favorável ao agir de Deus pela confiança nele. Pedro colocou a sua fé na mão do Senhor e tornou a andar com Jesus sobre as águas, e foram para o barco.

A dúvida é inimiga da fé (Tg 1.5-8), quando a dúvida invade o nosso coração é necessário confessar ao Senhor e pedir a sua ajuda (Mt 14.30-31 e Mc 9.24-25). Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6).

Os cépticos não acreditam no poder de Deus, mas quando chegam ao fundo do poço, em situação terminal, já com seus recursos exauridos, pode ser que venham a clamar por Deus, confessando-lhe as suas incredulidades, então o Senhor ternamente os atenderá e ajudará (Mt 14.30-31 e Mc 9.24-25). Confessar a incredulidade com tristeza é o primeiro passo para crer, confessando é concebida a fé no coração, daí vemos a compaixão do nosso Deus se revelar, e começamos a compreender os seus propósitos.

A confiança é o estado de espírito que resulta em calma e segurança, certeza e alegria naquele que pode nos fazer andar. Não sou eu quem faz nem o meu dinheiro, nem mesmo a minha santidade, mas o Senhor é quem faz. Aprendendo a esperar (paciência) no Senhor exercitamos a confiança nele.

Certa vez ouvi um pregador fazer uma oração para Jesus batizar com o Espírito Santo, ele orou de forma simples, e ao mesmo tempo com sabedoria, nas suas palavras ele dizia: “Senhor eu vou fazer a parte mais fácil, eu vou pedir, pois o Senhor é quem faz”. Aquela simples oração me chamou a atenção, ela revelava o sentimento de alguém que sabe que a parte que lhe cabe é “pedir” crendo que o Senhor nos ouve, e é poderoso para fazer, é por isso que a glória pertence a Deus. Se orarmos para Jesus curar é ele quem cura pela autoridade do seu nome, basta a nós pedir crendo, pois ele quer fazer, mas precisa encontrar lugar no coração.

É sabido que a fé é pelo ouvir a palavra de Deus (Rm 10.17), mas será que ela pode ser acrescentada, quero dizer aumentada? Os discípulos pediram a Jesus para lhes acrescentar a fé (Lc 17.5-6) pedir ao Senhor é um começo, em minha opinião além de estudar a palavra é valido orar pedindo a fé se não a tem (Mc 9.24), também é válido orar para que esta seja aumentada, vejo nestes atos (estudar e orar) atitudes muito propícias de um coração humilde, Jesus respondeu a aquele pedido declarando que mesmo uma fé muito pequena seria grande em seus efeitos, ou seja, não seria necessário tanta fé, mas teria de ser uma fé incondicional retirando todas as dúvidas. Se a tua fé mesmo pequena esta aplicada no Senhor Jesus não há motivos para timidez, pois ele garante a sua vitória mesmo assim.

Jesus classifica a fé dos homens em
nenhuma fé (Mc 4.40), pouca fé (Mt 6.30; 17.20), e muita fé (Mt 8.10; Mt 15.28; Lc 7.9), mas a Bíblia afirma que ainda que a nossa fé seja pequena como o grão de mostarda, se crermos sem duvidar o Senhor nos atende (Mt 17.20). Paulo escrevendo aos Romanos afirma que há uma “medida da fé” que é dada a cada um por Deus (Rm 12.3, 6) e escrevendo aos Coríntios fala de "crescimento da fé" (2ª Co 10.15).

O escudo da fé é a arma espiritual com que o cristão pode resistir aos ataques do maligno, nossa fé é quase sempre colocada em cheque, somente a confiança na infalibilidade da palavra de Deus e uma vida de oração nos protegerão e nos darão vitória sobre o maligno e o mundo (Ef 6.16,18 e 1ª Jo 5.4).
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